"...Que o início de um pertence ao fim do outro, e que o meio de muitos representa o início e o fim de todos... E nessa transa forma-se uma única trajetória , a da vida..."
Tamilis de Abreu
Kátia Canton nos leva de volta ao passado, início do trajeto que temos como o hoje, o presente do qual somos agentes. Comenta os conceitos e características do Modernismo notado no século XX, o movimento cultural presente nas escolas e estilos, na literatura e nas artes. Que baseava-se no abandomo do tradicional e das narrativas do cotidiano. Conceito este, alimentado pela ambição do novo, do desconhecido e do irreal. O ideal da Abstração.
Canton faz uma viagem na história, e do Modernismo nos traz para a Contemporaneidade, onde
nos incita a refletir as transformações ocorridas na sociedade, que foram muitas a começar pela distinção visível nestes movimentos.
A idéia de seguir uma linearidade início -meio- fim nas artes, perdeu-se devido as grandes mudanças ocorridas. Na contemporaneidade, surge então as narrativas enviesadas, que contam histórias, mas com uma composição fragmentada, de modo não linear. Para Canton, o interessante entre outras coisas é perceber que mesmo quando as histórias são recontadas com outra pespectiva, por um novo olhar e ocorre uma narrativa enviesada e fragmentada, diferente do que entendemos como a história narrada tradicionalmente, ainda assim é possível comparar e sistematizar as fragmentações. Nos levando as origens das histórias tradicionais.
Na sala de aula, percebemos o quanto nossas vidas, quando narradas estão enviesadas. Que o início de um pertence ao fim do outro, e que o meio de muitos representa o início e o fim de todos. Todos misturam-se, e nessa transa forma-se uma única trajetória, a da vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário