"...Que o início de um pertence ao fim do outro, e que o meio de muitos representa o início e o fim de todos... E nessa transa forma-se uma única trajetória , a da vida..."
Tamilis de Abreu
Kátia Canton nos leva de volta ao passado, início do trajeto que temos como o hoje, o presente do qual somos agentes. Comenta os conceitos e características do Modernismo notado no século XX, o movimento cultural presente nas escolas e estilos, na literatura e nas artes. Que baseava-se no abandomo do tradicional e das narrativas do cotidiano. Conceito este, alimentado pela ambição do novo, do desconhecido e do irreal. O ideal da Abstração.
Canton faz uma viagem na história, e do Modernismo nos traz para a Contemporaneidade, onde
nos incita a refletir as transformações ocorridas na sociedade, que foram muitas a começar pela distinção visível nestes movimentos.
A idéia de seguir uma linearidade início -meio- fim nas artes, perdeu-se devido as grandes mudanças ocorridas. Na contemporaneidade, surge então as narrativas enviesadas, que contam histórias, mas com uma composição fragmentada, de modo não linear. Para Canton, o interessante entre outras coisas é perceber que mesmo quando as histórias são recontadas com outra pespectiva, por um novo olhar e ocorre uma narrativa enviesada e fragmentada, diferente do que entendemos como a história narrada tradicionalmente, ainda assim é possível comparar e sistematizar as fragmentações. Nos levando as origens das histórias tradicionais.
Na sala de aula, percebemos o quanto nossas vidas, quando narradas estão enviesadas. Que o início de um pertence ao fim do outro, e que o meio de muitos representa o início e o fim de todos. Todos misturam-se, e nessa transa forma-se uma única trajetória, a da vida.
quinta-feira, julho 29, 2010
segunda-feira, julho 26, 2010
Uma Viagem ...

Lembrar a Infância é driblar o tempo efêmero, voltar ao início, aos primeiros suspiros da existência, reencontrar as raízes.
TAMILIS DE ABREU
Eu devia ter uns quatro anos, lembro que a minha mãe logo cedo colocava as bacias para encher, eu era muito sapeca, gastava a água toda e esvaziava as bacias, minha mãe ficava uma fera.
Meus amigos e eu, todas as tardes antes de jogar futebol pulavamos o muro, era uma invasão no quintal da vizinha(a dona Lídia, que era cega e todos da minha turma tinham medo dela), sempre roubavamos frutas, nossa fruta favorita era o cacau. Aí daqui a pouco a dona lidia escutava os barulhos, e soltava os cachorros pra cima da gente, era sempre assim: o muro, a velha, o cacau, o cachorro e o tombo, quando a gente caía do outro lado.
O meu pai trabalhava num clube, a primeira vez que eu entrei numa piscina, só lembro de ter visto, sentido, engolhido, cuspido água, eu estava me afogando, o negócio era, nadar ou nadar, e foi assim que eu aprendir a nadar.
Adorava quando eu ia jogar travinha no campinho da tia maroca, era demais!!! Sempre depois da bola a gente comia manga verde com sal e cominho, ohhh coisa boooaaa!!!!
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